Nós da Executiva Nacional dos Estudantes de
Serviço Social – ENESSO, da região VI – RS, SC e PR, vimos a público manifestar
nossa solidariedade aos familiares, afetos e entes queridos dos dois
trabalhadores que foram assassinados no dia de 7 de abril de 2016, em Quedas do
Iguaçu, no acampamento Dom Tomás Balduíno na região central do Paraná. Como
também aos feridos no sinistro que lá ocorreu.
O local já demonstra conflito agrário
na região desde meados de 2014, quando os trabalhadores começaram a lutar pela
terra:
“Este cenário reflete parte do clima de tensão que
nasce na luta pelo acesso à terra e contra a grilagem na região. O conflito tem
relação com o surgimento de dois acampamentos do MST na região centro-sul do
Paraná, construídos nas áreas em que funcionam as atividades da empresa
Araupel, exportadora de pinus e eucalipto. O primeiro acampamento, Herdeiros da
Terra, está localizado no município de Rio Bonito do Iguaçu. A ocupação
aconteceu em 1º de maio de 2014 e hoje abriga mais de mil famílias. Ali, elas
possuem aproximadamente 1,5 mil hectares para a produção de alimentos.
O segundo acampamento, Dom Tomás Balduíno, cuja
ocupação teve início em junho de 2014, possui 1500 famílias e fica na região de
Quedas do Iguaçu. Ao contrário da outra ocupação, esta possui 12 alqueires de
área aberta, sendo apenas 9 - cerca de 30 hectares - utilizados para o plantio.
Procurado, o Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) informou não poder se posicionar sobre o caso, já que
trata-se de um acampamento, e não um assentamento. Já o MDA, por meio da
assessoria de imprensa, informou que está verificando a situação junto a
Ouvidoria Agrária Nacional.” (SIC¹)
Por volta das 15h desta quinta-feira
(07), ocorreu uma emboscada contra o acampamento Dom Tomás Balduíno, onde o
resultado do conflito contabilizou 2 mortos e cerca de 20 feridos, de acordo
com informações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, em virtude de
conflitos com “seguranças e jagunços” da madeireira Araupel, que contavam com
apoio da Polícia Militar.
“Em torno
de 15 pessoas desceram para fazer vistoria numa área ocupada e havia pessoas do
Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] e da Polícia Militar. Não
sabemos de fato quantas pessoas estão mortas e quantas estão baleadas porque a
polícia agora não nos deixa chegar perto”, afirma o dirigente do movimento na
região, que preferiu não se identificar. No momento há confirmação de mais de
20 feridos. Caso confirmada a informação, isso pode caracterizar omissão de
socorro.
Contradição da SESP
Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP) afirma que os policiais foram alvos de emboscada, mas confirmam a informação de que dois agricultores sem-terra foram mortos e seis ficaram feridos. Para o advogado da Terra de Direitos, Fernando Prioste, apesar dos fatos ainda precisarem ser apurados, a posição da SESP é contraditória. “É uma contradição dizer que a polícia sofreu emboscada, mas quem morreu foram os trabalhadores”, disse.
Conflito agrário na região. Este cenário reflete parte do clima de tensão que nasce na luta pelo acesso à terra e contra a grilagem na região.
Contradição da SESP
Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP) afirma que os policiais foram alvos de emboscada, mas confirmam a informação de que dois agricultores sem-terra foram mortos e seis ficaram feridos. Para o advogado da Terra de Direitos, Fernando Prioste, apesar dos fatos ainda precisarem ser apurados, a posição da SESP é contraditória. “É uma contradição dizer que a polícia sofreu emboscada, mas quem morreu foram os trabalhadores”, disse.
Conflito agrário na região. Este cenário reflete parte do clima de tensão que nasce na luta pelo acesso à terra e contra a grilagem na região.
O
conflito tem relação com o surgimento de dois acampamentos do MST na região
centro-sul do Paraná, construídos nas áreas em que funcionam as atividades da
empresa Araupel, exportadora de pinus e eucalipto. O primeiro acampamento,
Herdeiros da Terra, está localizado no município de Rio Bonito do Iguaçu. A
ocupação aconteceu em 1º de maio de 2014 e hoje abriga mais de mil famílias.
Ali, elas possuem aproximadamente 1,5 mil hectares para a produção de
alimentos.
O segundo acampamento, Dom Tomás Balduíno, cuja ocupação teve início em junho de 2014, possui 1500 famílias e fica na região de Quedas do Iguaçu. Ao contrário da outra ocupação, esta possui 12 alqueires de área aberta, sendo apenas 9 - cerca de 30 hectares - utilizados para o plantio.
Procurado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou não poder se posicionar sobre o caso, já que trata-se de um acampamento, e não assentamento. Já a Ouvidoria Agrária Nacional informou que não tem informações sobre o caso, mas que está verificando o ocorrido.(SIC²)”
O segundo acampamento, Dom Tomás Balduíno, cuja ocupação teve início em junho de 2014, possui 1500 famílias e fica na região de Quedas do Iguaçu. Ao contrário da outra ocupação, esta possui 12 alqueires de área aberta, sendo apenas 9 - cerca de 30 hectares - utilizados para o plantio.
Procurado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou não poder se posicionar sobre o caso, já que trata-se de um acampamento, e não assentamento. Já a Ouvidoria Agrária Nacional informou que não tem informações sobre o caso, mas que está verificando o ocorrido.(SIC²)”
Segundo dados do MST, o histórico do
acampamento está localizado em uma área que pertence à empresa Araupel, onde se
organizam 2500 famílias, contando com cerca de 7000 pessoas. Os integrantes do
movimento sofrem com abusos e ameaças constantes partindo de seguranças e
pistoleiros da empresa que, pela parte do poder público, fica alheio às
afrontas e violação de direitos humanos às quais o pessoal do movimento
vivencia no dia a dia, pois em tese, a polícia só tenciona a favor da
higienização do local, acirrando mais a tensão entre o pessoal do movimento e o
pessoal da Araupel (SIC³).
Neste sentido, nós, estudantes de Serviço
Social da região sul do país, nos solidarizamos com todos os que sofrem a
violência consentida com a repressão policial, como também repudiamos todo e
qualquer ato que atente à violação dos direitos humanos, como também não
toleramos quaisquer ação que expresse a repressão aparelhada desse governo
arbitrário e seletivo. Lembramos que, antes de se passar um ano, o mesmo Estado
colocou seu aparelho repressivo às ruas para atacar professores, estudantes e
civis no dia 29 de abril, onde estes se manifestavam para garantia de direitos
e não ao retrocesso pautados pelos representantes que se trancaram dentro da
assembleia legislativa para atacar o “Paraná Previdência”, que na época
retrocedia à muitos benefícios e direitos já conquistados pelos trabalhadores
(SIC4). Agora, quase um ano depois, não há spray e as balas não são
de borracha, há sangue, morte e projéteis que tem endereço certo: os
trabalhadores.
Pautados pela defesa intransigente dos
direitos humanos e recusa do arbítrio e autoritarismo; Defesa do aprofundamento
da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza
socialmente produzida; Posicionamento em favor da equidade e justiça social,
que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos
programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática; Empenho na
eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à
diversidade, a participação dos grupos socialmente discriminados e à discussão
das diferenças; e por opção de um projeto profissional vinculado ao processo de
construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe,
etnia e gênero; Manifestamos nosso repudio à policia militar do Paraná, assim
como suas atitudes ordenadas pelo governo do PSDB, que cada vez mais mostra sua
face e a cada dia demonstra qual o seu real posicionamento frente à sociedade
civil, que como todos sabemos, na luta de classes, é contrário à tudo que
pautamos enquanto categoria profissional, e vai de encontro aos direitos
humanos já conquistados.
Repudiamos toda essa repressão
histórica, como também nos somamos aos movimentos sociais para combater toda
forma de opressão que se manifesta pela parte do Estado. Pelos que se foram e
pelos que virão, seguiremos na luta e denunciando atos como estes, para que
jamais sejam esquecidos, e para combater essa classe dominante que faz de tudo
ao seu alcance para manter seu status quo, mesmo que para isso tenha de lavar
as mãos com sangue dos trabalhadores. NÃO RETROCEDEREMOS JAMAIS, SEGUIREMOS DO
LUTO À LUTA E GRITAMOS: NENHUM PASSO ATRÁS!
A direita ampliou suas frentes de ataque. Agora está direcionando a artilharia para os movimentos populares. Não são fatos isolados, são articulações contra o povo e suas lideranças com o fim de consolidar o golpe.
Só essa essa semana, inciou-se com ataque e queima de acampamento em Rondônia, prisão de Frei Sergio, prisão do Cacique Babau e seu Irmão, agora atentato que tirou a vida de dois companheiros Sem Terra e várias feridos no Paraná, isso é GOLPE em pleno funcionamento, esses acontecimentos se dão em menos de uma semana, no momento em que a direita foi desmascarada e alguns de seus planos avançam com violência direta.
Atentas e atentos!
- Aos nossos mortos: Nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!
"(...) Quem és tu, torturador,
que tanta dor desatas,
desanima e maltrata
o humilde plantador?
Negas a classe, traidor,
do povo tudo se gera,
te esqueces deveras,
debaixo de um capacete.
Dá a ordem o Gabinete,
quando matam um Sem Terra."
#ViolênciaNãoPassará #NãoVaiTerGolpe #VaiTerLuta
Assinam:
Coordenação Regional da ENESSO – Região VI, gestão "Não acomodar com o que incomoda"
CASS FAC
DASS PRAXISS UFSM
Caliss UFSC
DASS UNIPAMPA Campus São Borja
CASS Frida Kahlo - UNIOESTE
CASS PUC-PR
CASS Divanir Munhoz - UEPG
CASSO Karl Marx - FURB
CASS FSA/ PIAUI
CASS Dandara Ucsal - BA
CASS ROSA LUXEMBURGO - UFAL AL
CASS AMANHECER - UNIT AL
DASeSo UFPE- GESTAO GIRAMUNDO
Centro Acadêmico de Serviço Social Maria Anízia Gois Araújo - CASSMAGA - UFS
CASS Maria Clenilda UFF - Rio das Ostras
Cass Carolina Maria de Jesus Pucc
Cass da virada Faculdade Dom Pedro II-Salvador-Ba
DASA Diretório Acadêmico Santo Agostinho - UPF
DASS Seno Cornely - UNISC
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