“80 ANOS DO SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: ARTICULAR, RESISTIR E
CONSTRUIR A LUTA”
“SOMOS O QUE FAZEMOS,
MAS SOMOS,
PRINCIPALMENTE,
O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE
SOMOS”
GALEANO
Nos 80 anos do
Serviço Social no Brasil reconhecido como uma profissão inscrita neste país,
vivenciamos um momento de tensão política e econômica onde se acirra cada vez
mais a luta de classes. Frente este acirramento que dá concretude à disputa
pelo poder do Estado e a refração dos direitos sociais já conquistados,
evidencia-se a cada dia mais com um parlamento ultrareacionário e conservador
as correlações de força entre disputa do Estado e vida em sociedade. O cenário
político em disputa, claramente aponta quais os reais interesses dos conflitos
políticos que se arquitetam em nosso país. Interesses que retrocedem direitos
ganhos com luta, sangue, suor e a própria vida de muitos homens, mulheres,
negros e negras, indígenas, gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis,
transgêneros, sejam crianças, jovens, adultos/as e da terceira idade, nada do
que foi conquistado foi em vão, foi com a garra destas e destes que demonstram
a identidade e diversidade do povo brasileiro.
Cada dia um
setor que organiza a vida social é atacado com alguma proposta indecente dos
conservadores eleitos pelo voto direto. Saúde, educação, habitação, reforma
agrária, direitos humanos, cultura, assistência, previdência, esporte e
segurança pública são alguns dos setores mais atacados pelos parlamentares
conservadores. Com vistas à atender interesses de mercado nacional e
internacional, muitos dos eleitos que foram financiados com capital privado
propõem, votam e defendem a iniciativa privada no congresso brasileiro,
reduzindo o papel do Estado na garantia de direitos e muitas vezes privatizando
acesso à serviços e direitos sociais básicos, fortalecendo a ideia de que a
coisa pública é incapaz de atender as demandas da sociedade.
Com vistas a
problematizar a atual conjuntura, em um cenário que o Estado tem cada dia mais
acentuada a sua disputa, mesmo que para isso a extrema direita planeje um golpe
de estado buscando dar legalidade para um suposto impeachment, onde o próprio
governo se retalhou fazendo alianças com setores que não representam a classe
trabalhadora e, que agora estão em crise interna para se equilibrar frente às
investidas da direita reacionária que conta com o apoio de uma mídia imparcial
e que jamais se importou com aqueles que lhe dão ibope. Vimos por meio desta,
convocar todas e todos os estudantes da região sul do Brasil para o XXXVIII
Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social da Região da ENESSO (PR, SC e
RS) que será sediado pelo Curso de Serviço Social da Universidade Federal de
Santa Maria – UFSM, no RS.
O XXXVIII
ERESS foi construído no CORESS em Curitiba – PR, organizado pelos estudantes da
PUC-PR para construir as atividades do encontro de acordo com os eixos que
ENESSO trabalha em suas bases estudantis: Conjuntura, Cultura, Combate às
Opressões, Formação Profissional, Movimento Estudantil e Movimentos sociais, e,
Universidade e Educação. A construção deste espaço de resistência, objetiva
atribuir maior acúmulo acerca destas temáticas para as/os estudantes de Serviço
Social, elencando muitas vezes questões que não se discute na formação acadêmica
de muitas instituições que, como resultado, acabam por lançar ao mercado de
trabalho futuros profissionais inscritos nos Conselhos Regionais de Serviço
Social – CRESS, com o mínimo de tato para trabalhar com as demandas sociais que
emergem no cotidiano profissional. Assim sendo, entendemos que a formação
profissional crítica e reflexiva começa pela base da graduação, com vistas a
formar profissionais que realmente façam a diferença em qualquer espaço
sócio-ocupacional ao qual venham a atuar, nesse sentido convocamos todas e
todos para virem ao ERESS, afinal, onde se respira luta se materializam as
conquistas! Avante!
Att,
Coordenação
Regional da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social
ENESSO
– REGIÃO VI
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