Estudantes de Serviço Social contra o trote sujo, machista, homofóbico e racista!
Nenhum passo atrás no combate às opressões!
Não é de hoje que ouvimos falar nas barbáries que acontecem durante os chamados “trotes universitários”, muitas vezes criando sérios casos de agressão física e psicológica por parte dos estudantes de fases mais avançadas, os cunhados de veteranos, contra os estudantes ingressantes das universidades brasileiras, os chamados calouros. É sob o terreno e da justificativa da “brincadeira”, do “participa quem quiser”, que se assenta a criação e manutenção de relações hierárquicas e opressivas, machistas, homofóbicas e racistas entre os estudantes universitários, estas que irão permanecer até que os calouros deixem de ser calouros e passem a ser veteranos, sendo que a partir dali, eles possuem “autorização moral” de cometer o mesmo tipo de violência contra os jovens que ainda estão por vir.
No entanto, essas relações não brotaram do nada, elas na verdade tem origem na instituição mais hierárquica e opressiva da sociedade brasileira: a instituição militar. Transplantado direto dos quartéis para as universidades a mecânica do trote funciona como uma forma de selecionar os mais “fortes” e reprimir os comportamentos desviantes com base numa moral conservadora. Isso permite que a instituição militar e a instituição universitária não precisem criar elas por si só essas relações dentro dos quarteis ou salas de aula, quando os próprios estudantes ou soldados já se fragmentam entre experientes e inexperientes, numa lógica de superioridade e inferioridade, de autoridade e subalternidade, de veteranos e calouros. Essa separação promove uma condição que impede a tomada de consciência do indivíduo sobre sua condição e função social, e, portanto, anula qualquer possibilidade de organização para transformações sociais.
Por isso, os estudantes de Serviço Social, mediados pela sua Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO repudiam qualquer atividade que crie situações constrangedoras e opressivas aos calouros, repudiam, mesmo sob a roupagem de “brincadeira” todas as formas de machismo, racismo e homofobia. Por Calouradas que integrem e recebam o estudante na universidade de forma calorosa, fraterna e reflexiva!
Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO
Coordenação Nacional – Gestão Nenhum passo atrás!
http://www.enesso.org/
http://www.enesso.org/

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